Tributo ao auto-conhecimento

Procuro a sanidade em meio ao caos da minha mente
Procuro sua mão quando as luzes se vão
Procuro ainda ver a beleza e o teu brilho
De perto contemplar
Aquilo pelo qual estou a chorar

Como um menino desolado
Como um louco que finalmente
Em meio à loucura costumeira
Por algum momento recupera a sanidade

Incompleto tendo tudo
Insensato contado entre os sábios
Um dos seres mais autênticos segundo vários
Cheio de dor, de complexos
De desejos, de angústias

Bom seria que o mundo me deixasse partir
Que as regras fossem todas partidas
Que a fúria com a qual escrevo
Mudasse o mundo no qual vivo

Continuo sem regras ao escrever
Continuo sendo o mar revolto de sentimentos
Gostaria de estar só em meio à tempestade
Gostaria da ignorância
Provar o vinho da irresponsabilidade

Esses são conceitos pesados
De uma mente que dizem ser sábia
De um ser construído em meio ao sofrimento
E, ao que parece, continuará sofrendo
Porque essa é a minha motivação
Porque essa tem sido a minha vida

Compartilho a dor e as lagrimas
Essas que nunca são vistas
Tratam-se do gotejar do meu choro invisível
Cujo fluir é como o fogo no meu coração
Cujo fogo hora arde, hora refresca

Difícil entender, difícil viver
Preciso de um descanso de tudo
Preciso de um descanso de mim
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