O fim....

Saudações! Se você esta lendo isso, ou você é um dos doze, ou você é um dos 20% dos que viviam acima das terras.
Meu nome? Realmente não é importante tendo em vista que todos aqueles os quais dediquei alguma fatia de meus sentimentos ou estão mortos ou adotaram a mesma tática que eu: fuga.
Para fins de registro histórico ou qualquer outro fim essa carta está sendo escrita em 2015, à 15 de outubro, conhecido como o décimo mês após a catástrofe.
Muito se especulava sobre o ano do fim. Uns falavam sobre o alinhamento de vários astros celestes que, de alguma forma, iriam alinhar-se de forma que todo o campo gravitacional sofreria variações ao ponto de mudar, de forma drástica, a configuração do planeta em que vivo. Ondas enormes varreriam enormes faixas urbanas da vista da humanidade ao passo que as zonas limitadas pelos trópicos entrariam em colapso e a fauna e flora finalmente não entrariam em acordo. As migrações dos animais seria como nunca vista antes. As florestas custariam a adaptar-se ao ponto de durante muito tempo apresentarem-se murchas, minguadas, concentrando todos os seus esforços à buscar as águas nos lugares mais ocultos do submundo. A economia seria extinta pelo caos. Milhares de pessoas seriam consumidas pelo desespero. A religião já não seria o refúgio. A sensatez sim.
As massas desempregadas tornariam-se um aglomerado marginalizado e a onda de crimes, registrados pelos poucos órgãos capazes de manter a ordem, nunca seria esquecida. Morte, fanatismo, vandalismo e tudo o mais chegariam aos limites do insensato, já que sanidade ou sensatez já não fariam sentido no total estado do caos. A humanidade entraria no estado o qual antes, há muito, havia passado, quando o afastamento dos primos símios era a moda da vez.
Outra linha de pesadores cogitavam uma migração enorme de massa pastosa nas camadas internas do planeta, fazendo que as placas que sustentam a grande massa entrassem em atrito, causando tremores terríveis, amedrontadores, com o nível de violência enorme, nunca lembrado por alma vivente ou letra sobre papel, tábua ou pedra. O planeta reconfigura-se, cordilheiras enormes surgem, oceanos são sugados e viram reservatórios subterrâneos. Rios alargam-se e outros simplesmente desaparecem. Vulcões surgem ainda mais imponentes que os irmãos mais velhos, arrotando sua arrogâncias pelos céus mostrando que o rei acordou e as bestas, há muito adormecidas, finalmente acordaram e não tardariam em concluir os seus serviços.
Cidades enormes são engolidas ou destruídas e a vida é severamente devastada. Os governos caem, as instituições econômicas também e a vida entraria em um ciclo doentio e sinistro, onde, em seu ponto mais estremo, o canibalismo seria a única alternativa à morte.
Outra linha ainda era conspiratória. Anunciava uma ultima grande guerra causada pelo mais antigos dos males: a ganância.
Bastaria apenas uma das grandes prostitutas zangar-se uma com a outra por causa da bola que caio no quintal do vizinho e pronto! Míssil de lá para cá. Terceiros seriam devastados, números ocultados, e antes que o restante do mundo se desse conta dos atos ocultados, os campos não mais existiriam, a terra estaria estéreo, milhões de irmãos mortos, salinizados decorando uma paisagem caótica. Outra grande parte de nossos irmãos estariam morrendo, lentamente, portadora de um vírus maldito inventado justamente com esse intuito, fazendo o juramento da ciência ser traído em prol de ideais egoístas. A humanidade restante tornar-se-ia velha e estéreo na esperança de descanso de sua ignorância.
Existiam várias outras especulações e teorias, mas a única que se cumpriu falava em um grupo composto de algumas famílias, que estavam desde o inicio de tudo e a tudo controlava. Influenciava  tudo o que colocavam os olhos, hora criando o pânico, hora lançando a solução para a sua própria criação, vendendo à altos valores. Criando as farsas e cenários do fim. Ditou todas as regras como que se seguisse o apocalipse como receita.
Estou oculto e fugitivo, porque fui contado como os rebelados. Aqueles os quais os ideais e a fé ainda são a sua motivação.
Não sei se estou vivo ou morto. Se isso é realmente real ou não. Mas o que sei é que vi coisas terríveis. Inimigos do mundo antigo sendo finalmente revelados. Vi homens que ultrapassaram as barreiras do tempo, cuja o tempo de vida não pode ser contado, nem a sua sabedoria assim como a sua ganância.
Juro lutar contra todos eles junto com o pequeno grupo que sobrou e que ainda não foi subjugado pelo grupo dos dois.
O contexto é único: a moeda é mundial, os governos foram desfeitos e apenas um grupo de 12 reina sobre as metrópoles, referidas antes como prostitutas, sentadas sobre o deserto ou levantando-se dos mares.
Não é difícil tratar o paralelo. O fim é realidade.
Fim da parte um.
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